Escrito por: Patrícia Castelan / @patycastelan
Domingo, 04 de dezembro de 2011, um dia para entrar na história do futebol mundial e sobretudo, para os brasileiros. Foi um campeonato brasileiro mágico, o mais disputado da era dos pontos corridos, o mais emocionante e para completar, quis o destino que este fosse coroado com um domingo só de clássicos regionais e clássicos de vida ou morte como é o caso para o CAP e para o Cruzeiro. O título que está entre Corinthians e Vasco acabou por ficar nas mãos de seus arqui-rivais Palmeiras e Flamengo. Como se já não fosse emoção suficiente para todos os que amam futebol, hoje ainda durante a madrugada, nos deixou um mito do futebol mundial, Dr. Sócrates. Sócrates encantou justamente Corinthians e Flamengo e o resto do mundo jogando ao lado de Zico, Júnior e cia na brilhante Seleção de 1982. Sócrates brilhou como meia atacante e também fora dos gramados com seu senso crítico e político peculiar, único.
De luto todos estamos mas o show deve continuar e hoje será um daqueles dias que entrarão na história do futebol mundial.
Em meio a toda essa emoção, como legítima apaixonada por futebol e sobretudo, pelo Flamengo, resolvi resgatar um Flamengo e Vasco histórico e uma figura mítica pouco lembrada por nós, rubro-negros e adoradores da bola. Agustín Valido é o nome da fera.
Ainda ontem eu dizia a um amigo muito querido que escrever sobre futebol sem paixão, é melhor não escrever. E escrever sobre o Flamengo sem paixão então .. imperdoável. E é com todo meu amor pela arte futebolística e pelo mengão que escrevo estas palavras e lhes convido a uma breve viagem no tempo:
Agustín Valido nasceu em Buenos Aires em 1914. Era um atacante por excelência, jogava no Boca Juniors quando veio para o Flamengo em 1937, jogou 143 vezes com o manto e marcou 45 gols pelo time rubro-negro e foi protagonista de uma das maiores conquistas do jovem Clube que recém havia aberto suas portas para o futebol.
Sou suspeita para dizer mas como toda a história do Flamengo no futebol, a do Valido foi muito mágica também.
O Flamengo era brilhante em 1940. Tinha Zizinho, Domingos da Guia, Valido, Perácio e outros grandes ídolos do futebol que marcaram seus nomes também na Seleção Brasileira.
O mundo estava vivendo os horrores da Segunda Guerra nesta época e entre uma notícia e outra do Repórter Esso que era o programa de rádio que dava a situação da época, os brasileiros de norte a sul do país vibravam e sentiam-se felizes com o Flamengo que a todos encatava com seus talentosos jogadores.
O time rubro-negro havia conquistado o BI do Carioca com os títulos de 42 e 43 quando Perácio, o homem dos chutes fortíssimos foi convocado para lutar pelas Forças Armadas na Guerra, para ser Pracinha na Itália e o Flamengo perdia seu atacante. E agora? Valido tinha se aposentado e os torcedores do Fla estavam atônitos porque sem Perácio, conquistar o Tri do Carioca seria algo impossível.
Um belo dia, Valido foi convidado para jogar uma pelada na Gávea e foi quando o técnico rubro-negro, Flávio Costa, teve a brilhante idéia que salvaria o projeto (parafraseando Luxa), do Tri.
Valido sempre foi um apaixonado pelo Flamengo e sempre disse que jogar no Fla foi a maior emoção da vida dele. O craque titubeou na época mas aceitou voltar e foi brilhante. Já no primeiro jogo, foi uma das estrelas da goleada sobre o Fluminense de 6 x 1.
O time que tinha Jurandir, Newton, Quirino, Biguá, Bria, Jaime, Zizinho, Pirilo, Tião, Vevê e Valido fez o Fla brilhar e lá estava o time disputando a final contra o Vasco da Gama.
Novamente, o estino voluntarioso quis mexer seus pauzinhos e naquela manhã Valido amanheceu com 39 graus de febre mas mesmo assim, como bom filho, não fugiu à luta e foi para a batalha no Maracanã.
A Gávea estava em festa. Mais rubro-negro que preto e branco, como sempre e novamente quis o destino que a final fosse inesquecível.
A partida foi extremamente disputada e os gols não saíam. O time do Vasco também era excelente e tanto se defendia como atacava muito bem. Aos 41 minutos do segundo tempo, o craque Vevê cobra uma falta e Valido não perdoa, cabeceia e o goleirão do Vasco, Barqueta manda a bola para escanteio. Vevê cobra o escanteio, Valido cabeceia de novo e É GOOLL do Flamengo. A torcida explode e invade o campo consagrando Valido como o grande herói do título, beijando=o, jogando-o para cima, nesta hora já não havia mais febre nem nada que fizesse o craque infeliz, era só alegria, afinal, não era só mais um campeonato mas sim o 1 TRI Capeonato Carioca do Mengão.
Os vascaínos reclamaram que Valido fez falta mas não adiantou o choro, Fla era TRI e Valido o herói rubro-negro dos gramados e Perácio, o herói rubro-negro de Guerra.
Há algum atrás, Valido, que depois do Fla havia sido campeão nacional com o Boca em 37, deu uma entrevista à ESPN falando que os dias de Flamengo foram os melhores da vida dele, a sua maior emoção, sua maior paixão.
Hoje novamente teremos um Flamengo e Vasco daqueles de arrepiar. Por negligência do nosso técnico e do elenco atual, que têm muito que aprender sobre raça, amor e sobre o que é o Flamengo com os mitos do passado, não disputa o título mas diputa uma vaga na Libertadores e tem a obrigação de continuar a tradição de humilhr os vascaínos. Vai ser de arrepiar. Que novamente o destino nos seja generoso e que neste dia tão marcante, mais uma vez tenhamos um Flamengo e Vasco para entrar na história!!!
SRN a todos!!!
domingo, 4 de dezembro de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
David e Golias dos Gramados
Escrito por: Patrícia Castelan / Twitter: @patycastelan
Depois de cada jogo da UCL 'chovem" textos sobre os mesmos, ainda mais quando se trata de clássicos, como foi o jogo de ontem entre Barcelona e Arsenal. Geralmente a visão é técnica e analisa profissionalmente ambos os times.
O que eu trago aqui é uma visão um pouco diferente. Trago minha visão como torcedora e não de um só dos times mas dos dois.
Um amigo muito especial me disse um dia que é muito sofrimento ter tantos times mas não pude evitar. Sou Flamengo sobre todas as coisas mas alguns times mundo afora me fascinam pela história e pelo futebol que jogam, caso de Barcelona e Arsenal.
Desde a decisão da UCL de 2005 Barcelona e Arsenal dão espetáculo na competição (em 2005 o Barcelona venceu a UCL sobre o Arsenal por 2 x 1).
Donos de times primorosos desde esta época, acabam sempre se enfrentando em algum momento da UCL e este é sempre um dos jogos mais esperados por todos nós o que resulta em sofrimento e alegria dobradas para mim o que é muito bom também.
No primeiro jogo, no Emirates (casa do Arsenal), o time mostrou porque arrebatou meu coração na Inglaterra. Com uma capacidade única de superação, o Arsenal (David da minha analogia) virou o jogo para cima do poderoso e quase invencível Barcelona (o gigante Golias).
O brilhante jovem francês Samir Nasri estava de volta ao time mas o Barcelona, conjunto de talentos indiscutível, dominava o pueril time de Wénger, o enredava com seu toque de bola primoroso. Villa, também um jovem talento catalão, abriu o placar e todos pensamos, o Arsenal vai ser massacrado em casa. De forma alguma. Wénger e o Arsenal, como já contei em outro post são o caso de amor mais duradouro do futebol moderno. Wénger com seu jeitão descobridor e lançador de novos talentos ao futebol, conhece cada um dos seus jogadores muitíssimo bem. Na minha visão, nenhum outro técnico tem tanta habilidade para coordenar o time como ele. Tem o Arsenal nas mãos. Sabe exatamente quem e onde colocar. Suas alterações, se ele não as faz muito tarde, costumam modificar o jogo por completo e não foi diferente desta vez. Mexeu primorosamente no time e Van Persie empatou. Arshavin que havia entrado há pouco tempo, virou para os Gunners e o Emirates veio abaixo. O pequeno David havia vencido o gigante Golias mas ainda restava a segunda e final etapa e o desafio desta vez seria nas Terras de Golã (Camp Nou) e a batalha seria ainda mais difícil para o pequeno David.
Arsenal e Barcelona encantam pelo toque de bola primoroso, pela apurada técnica, pela riqueza do futebol jogado por ambos e ontem, na etapa final pela classificação, todos esperávamos mais um show mas não foi o que eu vi.
Sem Piqué e Puyol, Guardiola fez umas alterações no time e errou muito ao deixar Keita no banco e colocar Mascherano como tiular. Vamos combinar, Mascherano vestindo a camisa do Barcelona é uma agressão aos olhos, ao time e ao futebol. Não que ele tenha se saído mal, porque espantosamente não fez nenhuma burrada mas isso não muda o fato de ele ser um jogador grosseiro.
Wénger? Bom, este errou tudo. Talvez tranquilo pelo fato de o Arsenal precisar somente de um empate para a classificação do time ou algumas outras combinações de resultados, por ter vencido em casa, Arsène colocou o time todo para trás. Mas ser defensivo como, tendo um time extremamente habilidoso nas mãos? Falta, por exemplo, um brucutu como Mascherano ao Arsenal mas Wénger não atentou para isso.
Logo no início do jogo, o time de UK sofreu com a contusão do apesar de muito jovem, goleirão Szczesny que foi substituído pelo tb ainda jovem mas superado, o espanhol Almunia. Pensei: pronto. Está feita a goleada. Mas ao contrário, Almunia mostrou todo seu talento em fazer defesas dificílimas. Foi um paredão contra os poderosos chutes de Messi, Xavi, Villa. Almunia em momento algum comprometeu o time, ao contrário, o honrou salvando-o de uma goleada.
Se no primeiro jogo Wénger acertou apostando em Van Pesie, neste ele errou gravemente. Não era nitidamente jogo para o holandês, que acabou burramente sendo expulso mais tarde assim como não era jogo para o Pequeno Mozart, o talentoso Rosicky que ganhou esse apelido pela prematuridade com que demonstrou seu enorme talento no futebol. Só depois dos 70 minutos de bola rolando é que Wénger, tendo o time nas mãos, fez suas óbvias substituições, mudanças de sempre, tão óbvias que podemos saber até quem e quando ele irá fazê-las. Pena que desta vez Arshavin e Bendtner entraram tarde demais. O time que já não contava com Walcott que fez muita falta, se encontrava completamente perdido em campo e não havia mais nada que pudesse ser feito. Os jogadores estavam nervosos, fazendo faltas, sendo expulsos como foi Van Persie, ou seja, o jogo estava perdido para o Arsenal por culpa de Wénger que desacertou o time desde o início recuando-o quando não existe nenhum jogador no Arsenal que tenha essas características. Com o talento que este elenco possui, a sua melhor defesa sempre foi e sempre vai ser, o ataque. Além de tudo isso, o Gunner ainda sofreu com a atuação bizonha do seu capitão, a sua referência em campo, Fábregas. Césc estava ontem absolutamente irreconhecível e óbvio, isso abalou todo o grupo que o tem como mito, símbolo.
Esta conjunção de fatores fez com que o poderoso Barça nem precisasse usar seu futebol. Nitidamente o Barcelona não se esforçou. Xavi e Messi brilharam como esperado mas não tinha adversário que lhes imputasse nenhum perigo do outro lado. Foi um massacre no qual só Almunia jogava do lado Gunner e o Barça não precisou usar nem 40% do que sabe para vencer o desacertado time que Wénger fez questão de estragar ontem.
Quando o técnico erra tudo extra campo, como Wénger fez ontem, falta ao Gunner jogadores experientes, que dêem segurança e calma aos mais jovens. Henry pensa em voltar e isso seria fantástico ao time do Arsenal.
Já o Barcelona, este tem talentos para dar e vender e alia com perfeição, juventude, talento e experiência.
O jogo teve alguns lances que alguns fizeram como cavalo de batalha, inclusive Wénger que depois do jogo ficou reclamando do pênalti dado ao Barcelona. Realmente no segundo tempo não houve penalidade mas no 1º sim, havia sido infração e esta não foi marcada. O árbitro errou em ter ido pela digamos, Lei das Compensações? Errou. Mas o fato é, não iria mudar nada para o Arsenal. 2 x 1 para o Barcelona iria para prorrogação certo mas quem disse que o Barça não iria fazer outro gol de qualquer forma? O time estava anos luz em superioridade ao pobre guerreiro mas perdido Arsenal. Barcelona só não fez mais gols ontem porque como eu falei, não precisa, não quis fazê-los e foi melhor assim, mais digno, mais bonito. os massacres são sempre ruins ainda mais quando se trata de grandes times como ambos são. Depois vale ressaltar que as estatísticas do Barcelona são assombrosas: o time catalão só tomou 26 gols num período de um ano. Só Xavi 106 passes: a estatística é a seguinte: Xavi = 106 pases > Wilshere + Diaby + Cesc + Rosicky + Nasri + Arshavin = 91 pases
Assombroso não? E deste time que falam que precisa de apito amigo? Não né? Não dá para engulir isso.
Assim como não dá para engulir que digam que falta raça ao Arsenal. Também é um erro brutal. Falta maturidade e Wénger acertar as escalações mas coragem e talento não faltam nunca ao time de UK.
Como torcedora de ambos, partidas assim são muito estranhas e não, não me acostumo, apesar de todo ano passar por isso. É um misto de sentimentos muito curioso. É dizer: Vai Messi, faz mais um!! e Ao mesmo tempo dizer: Não deixa Clichy!! Pega Almunia!! Mas isso tudo é tão curioso, contraditório quanto bom de sentir. Coisas que só o futebol pode fazer!
Na minha história o Golias venceu o pequeno e talentoso David mas ano que vem tem mais e talvez a história seja outra! Estou muito feliz com o Barça até porque sei que seria horrível se o Arsenal vencesse ontem porque inconstante do jeito que o time, não iria longe e hoje eu não poderia dizer aos torcedores dos demais times (com exceção do Milán, que joga hoje e tb sou Rossonera rs), este ano o Barça vai levar mais uma UCL =D
Agora, se der Barça e Milán na final eu volto contando como foi minha saga rs!!
Depois de cada jogo da UCL 'chovem" textos sobre os mesmos, ainda mais quando se trata de clássicos, como foi o jogo de ontem entre Barcelona e Arsenal. Geralmente a visão é técnica e analisa profissionalmente ambos os times.
O que eu trago aqui é uma visão um pouco diferente. Trago minha visão como torcedora e não de um só dos times mas dos dois.
Um amigo muito especial me disse um dia que é muito sofrimento ter tantos times mas não pude evitar. Sou Flamengo sobre todas as coisas mas alguns times mundo afora me fascinam pela história e pelo futebol que jogam, caso de Barcelona e Arsenal.
Desde a decisão da UCL de 2005 Barcelona e Arsenal dão espetáculo na competição (em 2005 o Barcelona venceu a UCL sobre o Arsenal por 2 x 1).
Donos de times primorosos desde esta época, acabam sempre se enfrentando em algum momento da UCL e este é sempre um dos jogos mais esperados por todos nós o que resulta em sofrimento e alegria dobradas para mim o que é muito bom também.
No primeiro jogo, no Emirates (casa do Arsenal), o time mostrou porque arrebatou meu coração na Inglaterra. Com uma capacidade única de superação, o Arsenal (David da minha analogia) virou o jogo para cima do poderoso e quase invencível Barcelona (o gigante Golias).
O brilhante jovem francês Samir Nasri estava de volta ao time mas o Barcelona, conjunto de talentos indiscutível, dominava o pueril time de Wénger, o enredava com seu toque de bola primoroso. Villa, também um jovem talento catalão, abriu o placar e todos pensamos, o Arsenal vai ser massacrado em casa. De forma alguma. Wénger e o Arsenal, como já contei em outro post são o caso de amor mais duradouro do futebol moderno. Wénger com seu jeitão descobridor e lançador de novos talentos ao futebol, conhece cada um dos seus jogadores muitíssimo bem. Na minha visão, nenhum outro técnico tem tanta habilidade para coordenar o time como ele. Tem o Arsenal nas mãos. Sabe exatamente quem e onde colocar. Suas alterações, se ele não as faz muito tarde, costumam modificar o jogo por completo e não foi diferente desta vez. Mexeu primorosamente no time e Van Persie empatou. Arshavin que havia entrado há pouco tempo, virou para os Gunners e o Emirates veio abaixo. O pequeno David havia vencido o gigante Golias mas ainda restava a segunda e final etapa e o desafio desta vez seria nas Terras de Golã (Camp Nou) e a batalha seria ainda mais difícil para o pequeno David.
Arsenal e Barcelona encantam pelo toque de bola primoroso, pela apurada técnica, pela riqueza do futebol jogado por ambos e ontem, na etapa final pela classificação, todos esperávamos mais um show mas não foi o que eu vi.
Sem Piqué e Puyol, Guardiola fez umas alterações no time e errou muito ao deixar Keita no banco e colocar Mascherano como tiular. Vamos combinar, Mascherano vestindo a camisa do Barcelona é uma agressão aos olhos, ao time e ao futebol. Não que ele tenha se saído mal, porque espantosamente não fez nenhuma burrada mas isso não muda o fato de ele ser um jogador grosseiro.
Wénger? Bom, este errou tudo. Talvez tranquilo pelo fato de o Arsenal precisar somente de um empate para a classificação do time ou algumas outras combinações de resultados, por ter vencido em casa, Arsène colocou o time todo para trás. Mas ser defensivo como, tendo um time extremamente habilidoso nas mãos? Falta, por exemplo, um brucutu como Mascherano ao Arsenal mas Wénger não atentou para isso.
Logo no início do jogo, o time de UK sofreu com a contusão do apesar de muito jovem, goleirão Szczesny que foi substituído pelo tb ainda jovem mas superado, o espanhol Almunia. Pensei: pronto. Está feita a goleada. Mas ao contrário, Almunia mostrou todo seu talento em fazer defesas dificílimas. Foi um paredão contra os poderosos chutes de Messi, Xavi, Villa. Almunia em momento algum comprometeu o time, ao contrário, o honrou salvando-o de uma goleada.
Se no primeiro jogo Wénger acertou apostando em Van Pesie, neste ele errou gravemente. Não era nitidamente jogo para o holandês, que acabou burramente sendo expulso mais tarde assim como não era jogo para o Pequeno Mozart, o talentoso Rosicky que ganhou esse apelido pela prematuridade com que demonstrou seu enorme talento no futebol. Só depois dos 70 minutos de bola rolando é que Wénger, tendo o time nas mãos, fez suas óbvias substituições, mudanças de sempre, tão óbvias que podemos saber até quem e quando ele irá fazê-las. Pena que desta vez Arshavin e Bendtner entraram tarde demais. O time que já não contava com Walcott que fez muita falta, se encontrava completamente perdido em campo e não havia mais nada que pudesse ser feito. Os jogadores estavam nervosos, fazendo faltas, sendo expulsos como foi Van Persie, ou seja, o jogo estava perdido para o Arsenal por culpa de Wénger que desacertou o time desde o início recuando-o quando não existe nenhum jogador no Arsenal que tenha essas características. Com o talento que este elenco possui, a sua melhor defesa sempre foi e sempre vai ser, o ataque. Além de tudo isso, o Gunner ainda sofreu com a atuação bizonha do seu capitão, a sua referência em campo, Fábregas. Césc estava ontem absolutamente irreconhecível e óbvio, isso abalou todo o grupo que o tem como mito, símbolo.
Esta conjunção de fatores fez com que o poderoso Barça nem precisasse usar seu futebol. Nitidamente o Barcelona não se esforçou. Xavi e Messi brilharam como esperado mas não tinha adversário que lhes imputasse nenhum perigo do outro lado. Foi um massacre no qual só Almunia jogava do lado Gunner e o Barça não precisou usar nem 40% do que sabe para vencer o desacertado time que Wénger fez questão de estragar ontem.
Quando o técnico erra tudo extra campo, como Wénger fez ontem, falta ao Gunner jogadores experientes, que dêem segurança e calma aos mais jovens. Henry pensa em voltar e isso seria fantástico ao time do Arsenal.
Já o Barcelona, este tem talentos para dar e vender e alia com perfeição, juventude, talento e experiência.
O jogo teve alguns lances que alguns fizeram como cavalo de batalha, inclusive Wénger que depois do jogo ficou reclamando do pênalti dado ao Barcelona. Realmente no segundo tempo não houve penalidade mas no 1º sim, havia sido infração e esta não foi marcada. O árbitro errou em ter ido pela digamos, Lei das Compensações? Errou. Mas o fato é, não iria mudar nada para o Arsenal. 2 x 1 para o Barcelona iria para prorrogação certo mas quem disse que o Barça não iria fazer outro gol de qualquer forma? O time estava anos luz em superioridade ao pobre guerreiro mas perdido Arsenal. Barcelona só não fez mais gols ontem porque como eu falei, não precisa, não quis fazê-los e foi melhor assim, mais digno, mais bonito. os massacres são sempre ruins ainda mais quando se trata de grandes times como ambos são. Depois vale ressaltar que as estatísticas do Barcelona são assombrosas: o time catalão só tomou 26 gols num período de um ano. Só Xavi 106 passes: a estatística é a seguinte: Xavi = 106 pases > Wilshere + Diaby + Cesc + Rosicky + Nasri + Arshavin = 91 pases
Assombroso não? E deste time que falam que precisa de apito amigo? Não né? Não dá para engulir isso.
Assim como não dá para engulir que digam que falta raça ao Arsenal. Também é um erro brutal. Falta maturidade e Wénger acertar as escalações mas coragem e talento não faltam nunca ao time de UK.
Como torcedora de ambos, partidas assim são muito estranhas e não, não me acostumo, apesar de todo ano passar por isso. É um misto de sentimentos muito curioso. É dizer: Vai Messi, faz mais um!! e Ao mesmo tempo dizer: Não deixa Clichy!! Pega Almunia!! Mas isso tudo é tão curioso, contraditório quanto bom de sentir. Coisas que só o futebol pode fazer!
Na minha história o Golias venceu o pequeno e talentoso David mas ano que vem tem mais e talvez a história seja outra! Estou muito feliz com o Barça até porque sei que seria horrível se o Arsenal vencesse ontem porque inconstante do jeito que o time, não iria longe e hoje eu não poderia dizer aos torcedores dos demais times (com exceção do Milán, que joga hoje e tb sou Rossonera rs), este ano o Barça vai levar mais uma UCL =D
Agora, se der Barça e Milán na final eu volto contando como foi minha saga rs!!
sábado, 5 de março de 2011
De Repente, Futebol !!!
Escrito por: Patrícia Castelan / Twitter: @patycastelan
Recentemente ouvi do meu pai "O que eu fiz para ter uma filha assim como você, tão viciada em futebol? Se você tivesse nascido um homem com certeza não iria gostar tanto". Meu irmão já diz que a "culpa" é toda dele e não deixa de ser realmente.
Meu irmão tem 09 anos a mais do que eu e quando que nossa mãe estava grávida, só o que ele dizia era "Oba! Eu vou ter um irmão para jogar futebol comigo!". Resultado, quando ele soube caiu em prantos e dizia "Não, não! Não quero uma irmã !!" A crise dele foi tamanha que ele não queria nem me ver. Levou semanas para que isso acontecesse rs. Flamenguista doente, depois que ele finalmente me viu, gostou e aceitou tamanho "castigo" mas a primeira coisa que fez foi me levar para o futebol. Quando raramente minha mãe pedia a ele que cuidasse de mim, me levava no carrinho até o muro mais próximo onde ele ficava batendo a bola quando os demais gurís da vizinhança não aguentavam mais jogar e ele ainda estava lá, inteiro com muita vontade de jogar bola, ou seja, meu sono foi muitas vezes embalado pelo som da bola na pé. Aos 5 anos já jogava bola com ele e com os demais meninos, seus amigos. Era ridículo quando eu estava de saia pois apareciam os hematomas de toda a perna porque assim como Gattuso e Meterazzi o fundamento que eu melhor aprendi com a bola nos pés foi a falta e eu me divertia demais com isso afinal, eu podia bater em todo mundo e eles não podiam fazer nada rs.
Hoje ele me diz rindo: "a culpa é minha desse seu vício! Você é mais viciada do que eu". Mas ao contrário do que possa parecer, a "culpa" não é dele e sim de um inglês chamado Charles William Miller.
Charles Miller tinha pai escocês e mãe brasileira de descendência inglesa.
Charles estudou na Inglaterra e lá conheceu um esporte chamado futebol. Quando retornou ao Brasil, Charles nas malas uma bola, chuteiras, uniformes e um livro contendo as regras daquele esporte que ele aprendera na Inglaterra.
Miller foi um entusiasta do novo esporte e apresentou o futebol àquele que anos mais tarde seria chamado de "O País do Futebol".
Montou um time e lhe denominou São Paulo Athletic Club. Fundou também a Liga Paulista de Futebol (logicamente a primeira do país) e teve êxito como jogador e árbitro, função que desempenhou mais tarde. Tudo para não desligar-se da sua paixão, o futebol.
O esporte mais antigo e que pode remeter ao futebol é um jogo chinês chamado Cuju. Havia dois times e o objetivo era passar pelos adversários e chutar a bola para dentro de um espaço com uma pequena rede.
Muitos anos mais tarde, os ingleses, já acostumados e enfastiados do Rúgbi decidiram criar um novo esporte o qual denominaram futebol. Sim, se hoje rimos das propagandas de Rúgbi (isso ainda vai ser grande no Brasil), devemos nos lembrar que nosso futebol tão amado teve origem nele.
Atualmente, mais de 270 milhões de pessoas jogam futebol e existem incontáveis campeonatos espalhados por todo o mundo.
Depois que Charles Miller trouxe o futebol para o Brasil e graças à ginga, à molecagem, ao talento inebriante do brasileiro, o esporte tomou alma, vida e se simplesmente o esporte mais popular do mundo. Somos mais de 6 bilhões de seres humanos hoje e em qualquer país que você vá, sempre haverá uma bola e alguém mesmo sendo criança, que diga Pelé, Romário, Ronaldo. Isso não é fantástico?
Voltando a falar de mim, eu poderia ter crescido e começado a odiar tudo isso afinal, ainda é um universo muito masculino. Se você é mulher tem que estar preparada para ouvir muitas coisas, se acostumar com a linguagem e com as formas muitas vezes toscas dos homens se expressarem e o fato de que eles sempre acham que sabem mais do que você simplesmente por serem homens. O mais maravilhoso é que nenhuma dessas coisas importa quando o assunto é futebol. No futebol só importa a paixão que você sente pelo esporte e é exatamente o nível deste sentimento que vai determinar o quanto você entenderá ou não do assunto.
Eu costumo dizer que nós não escolhemos o time do coração. Não. Muito ao contrário. Eles nos escolhem. A primeira vez que eu vi um gramado com jogadores vestindo uma camisa vermelha e preta e uma torcida que fazia vibrar qualquer estádio eu senti que meu coração tinha arrebatado eternamente por este time.
É algo incontrolável. Não se trata de razão, se trata de simplesmente sentir que seu dispara do nada assim que vê aquela camisa.
Como toda e todo amante do futebol, sou fã de Armando Nogueira e já dizia o mestre Armando:
“Brinquedo mágico que se submete suavemente à vontade do homem.”
“Se a bola soubesse o encanto que tem, não passaria a vida rolando de pé em pé.”
Recentemente ouvi do meu pai "O que eu fiz para ter uma filha assim como você, tão viciada em futebol? Se você tivesse nascido um homem com certeza não iria gostar tanto". Meu irmão já diz que a "culpa" é toda dele e não deixa de ser realmente.
Meu irmão tem 09 anos a mais do que eu e quando que nossa mãe estava grávida, só o que ele dizia era "Oba! Eu vou ter um irmão para jogar futebol comigo!". Resultado, quando ele soube caiu em prantos e dizia "Não, não! Não quero uma irmã !!" A crise dele foi tamanha que ele não queria nem me ver. Levou semanas para que isso acontecesse rs. Flamenguista doente, depois que ele finalmente me viu, gostou e aceitou tamanho "castigo" mas a primeira coisa que fez foi me levar para o futebol. Quando raramente minha mãe pedia a ele que cuidasse de mim, me levava no carrinho até o muro mais próximo onde ele ficava batendo a bola quando os demais gurís da vizinhança não aguentavam mais jogar e ele ainda estava lá, inteiro com muita vontade de jogar bola, ou seja, meu sono foi muitas vezes embalado pelo som da bola na pé. Aos 5 anos já jogava bola com ele e com os demais meninos, seus amigos. Era ridículo quando eu estava de saia pois apareciam os hematomas de toda a perna porque assim como Gattuso e Meterazzi o fundamento que eu melhor aprendi com a bola nos pés foi a falta e eu me divertia demais com isso afinal, eu podia bater em todo mundo e eles não podiam fazer nada rs.
Hoje ele me diz rindo: "a culpa é minha desse seu vício! Você é mais viciada do que eu". Mas ao contrário do que possa parecer, a "culpa" não é dele e sim de um inglês chamado Charles William Miller.
Charles Miller tinha pai escocês e mãe brasileira de descendência inglesa.
Charles estudou na Inglaterra e lá conheceu um esporte chamado futebol. Quando retornou ao Brasil, Charles nas malas uma bola, chuteiras, uniformes e um livro contendo as regras daquele esporte que ele aprendera na Inglaterra.
Miller foi um entusiasta do novo esporte e apresentou o futebol àquele que anos mais tarde seria chamado de "O País do Futebol".
Montou um time e lhe denominou São Paulo Athletic Club. Fundou também a Liga Paulista de Futebol (logicamente a primeira do país) e teve êxito como jogador e árbitro, função que desempenhou mais tarde. Tudo para não desligar-se da sua paixão, o futebol.
O esporte mais antigo e que pode remeter ao futebol é um jogo chinês chamado Cuju. Havia dois times e o objetivo era passar pelos adversários e chutar a bola para dentro de um espaço com uma pequena rede.
Muitos anos mais tarde, os ingleses, já acostumados e enfastiados do Rúgbi decidiram criar um novo esporte o qual denominaram futebol. Sim, se hoje rimos das propagandas de Rúgbi (isso ainda vai ser grande no Brasil), devemos nos lembrar que nosso futebol tão amado teve origem nele.
Atualmente, mais de 270 milhões de pessoas jogam futebol e existem incontáveis campeonatos espalhados por todo o mundo.
Depois que Charles Miller trouxe o futebol para o Brasil e graças à ginga, à molecagem, ao talento inebriante do brasileiro, o esporte tomou alma, vida e se simplesmente o esporte mais popular do mundo. Somos mais de 6 bilhões de seres humanos hoje e em qualquer país que você vá, sempre haverá uma bola e alguém mesmo sendo criança, que diga Pelé, Romário, Ronaldo. Isso não é fantástico?
Voltando a falar de mim, eu poderia ter crescido e começado a odiar tudo isso afinal, ainda é um universo muito masculino. Se você é mulher tem que estar preparada para ouvir muitas coisas, se acostumar com a linguagem e com as formas muitas vezes toscas dos homens se expressarem e o fato de que eles sempre acham que sabem mais do que você simplesmente por serem homens. O mais maravilhoso é que nenhuma dessas coisas importa quando o assunto é futebol. No futebol só importa a paixão que você sente pelo esporte e é exatamente o nível deste sentimento que vai determinar o quanto você entenderá ou não do assunto.
Eu costumo dizer que nós não escolhemos o time do coração. Não. Muito ao contrário. Eles nos escolhem. A primeira vez que eu vi um gramado com jogadores vestindo uma camisa vermelha e preta e uma torcida que fazia vibrar qualquer estádio eu senti que meu coração tinha arrebatado eternamente por este time.
É algo incontrolável. Não se trata de razão, se trata de simplesmente sentir que seu dispara do nada assim que vê aquela camisa.
Como toda e todo amante do futebol, sou fã de Armando Nogueira e já dizia o mestre Armando:
“Brinquedo mágico que se submete suavemente à vontade do homem.”
“Se a bola soubesse o encanto que tem, não passaria a vida rolando de pé em pé.”
É mágico ver a bola rolando, um estádio lotado. Nada se compara à felicidade de um gol, um título do time amado que no meu caso ocupa o lugar de honra do meu ♥.
Esse paixão pelo esporte fez com que eu tivesse me encantado também por mais 07 times ao redor do mundo mas nada se compara ao meu favorito, àquele que quando alguém fala mal é como se falasse de mim.
Quem é ele? Ah, vocês sabem mas eu mostro com muito orgulho:
Se vocÊ ainda não foi mordido pelo bichinho do futebol, aproveitem o final de semana para conhecer melhor e encante-se com este esporte completamente ilógico, que depende de muitos fatores, inclusive da sorte para se obter êxito. Não precisa assistir cerca de 10 jogos em final de semana como eu (isso quando saio) rs mas permita-se levar, tomar pelo fascínio desse esporte tão rico e tão único. Ame o futebol e ele amará você de volta, pode ter certeza de que lhe dará muitas felicidades e uma felicidade única!!
Esse paixão pelo esporte fez com que eu tivesse me encantado também por mais 07 times ao redor do mundo mas nada se compara ao meu favorito, àquele que quando alguém fala mal é como se falasse de mim.
Quem é ele? Ah, vocês sabem mas eu mostro com muito orgulho:
Se vocÊ ainda não foi mordido pelo bichinho do futebol, aproveitem o final de semana para conhecer melhor e encante-se com este esporte completamente ilógico, que depende de muitos fatores, inclusive da sorte para se obter êxito. Não precisa assistir cerca de 10 jogos em final de semana como eu (isso quando saio) rs mas permita-se levar, tomar pelo fascínio desse esporte tão rico e tão único. Ame o futebol e ele amará você de volta, pode ter certeza de que lhe dará muitas felicidades e uma felicidade única!!
domingo, 9 de janeiro de 2011
Arsène ♥ Arsenal: Uma História de Amor
Os mais fanáticos por futebol sabem mas pouco se comenta sobre o passado de Wenger e sabem que ele começou sua carreira como zagueiro. Francês de Strasbourg começou a carreira na zaga do FC Duttlenheim, não jogou em Clubes famosos nem teve muitos êxitos com exceção de um título com o RC Strasbourg.
Encerrada a carreira como jogador, Wénger tornou-se treinador e curiosamente só teve 4 times em sua trajetória: Nancy da França, onde começou sua carreira; AS Mônaco também da França onde teve seus maiores êxitos até então, conquistando uma Liga e uma Copa da França.
Com o sucesso obtido no Mônaco Wenger resolve aceitar propostas para treinar times fora da França e aceita o contrato com o Nagoya Grampus do Japão onde fica um ano e também consagre-se campeão obtendo dois títulos significativos para o futebol japonês: Copa do Imperador e Supercopa Japonesa.
Enquanto Wenger ia mesmo que aos poucos consolidando sua carreira como treinador, na Inglaterra, o gigante campeão Arsenal passava por uma fase complicada da sua história.
Em 1990, George Graham deixou o comando do Arsenal que passava por uma fase de readaptação. O Clube não possuia mais seus brilhantes jogadores em plena forma física, o elenco estava desgastado, envelhecido, o time todo precisava ser renovado.
A diretoria do Arsenal tentou isso contratando o técnico do Bolton, na época, Bruce Rioch para substituir Graham que saiu do Clube com a imagem arranhada embora, a culpa não fosse dele.
Junto com Rioch em 1995, chega ao Arsenal ninguém menos que o espetacular, lendário atacante holandês, revelação do Ajax e sensação da Inter da Itália, Dennis Bergkamp.
Nem com todo brilhantismo de Bergkamp e dos demais, Rioch conseguiu ter êxito. Vindo de um Clube pequeno como o Bolton , não segurou a pressão e foi demitido.
Mas se a direção do Arsenal queria renovação, tinha que começar mesmo pelo técnico e assim foi. Buscaram no mercado e viram um francês sempre de cara amarrada que havia conquistado sucesso em times franceses (Nancy e Mônaco) e estava no auge no Japão e pensaram, este é o nome: Arsène Wenger e assim o foi. Wenger foi contratado em 1996 pelo Arsenal e desde então nunca mais saiu de lá.
Sem saber a diretoria do Arsenal deu um tiro no escuro mas acertou em cheio porque se existe uma forma humana para a palavra renovação, esta pessoa é Arsène Wenger sem sombra nenhuma de dúvidas.
Em seu segundo ano à frente do Arsenal, Wenger conquista nada mais nada menos que A Premier League (1997/98) feito que repetiria mais duas vezes (temporadas 2001/02 e 2003/04). Além de nas temporadas 2001/02 e 2002/03 ter conquistado também a Copa da Inglaterra, feito que os ingleses chamam de Double. Estes títulos tornaram o Arsenal um Clube distinto na Inglaterra e consagraram Wenger.
Uma das principais características do Arsenal historicamente falando sempre foi ter um elenco primoroso, com jogadores de extraordinária habilidade e talento. Era mais que óbvio que um elenco com Seaman, Platt, Bergkamp, o tb gênio Overmars, (quem não lembra deste craque da Seleção holandesa? Futebol de encher os olhos), Henry, velho conhecido nosso (carrasco do Brasil na Copa de 1998, além de Zidane, claro), Anelka, sim Anelka, hoje do Chelsea, chegou jovenzinho ao Arsenal e foi Wenger quem o fez ser quem é hoje (esse time chegou a ganhar o apelido de Os Invencíveis por terem passado 49 partidas sem nenhuma derrota, era a época de Ouro do Arsenal).
Aliás, esse é o ponto, o porquê de Wenger ser a personificação da palavra renovação.
O mito Arsène Wenger possui a característica inigualável de ser além de técnico, olheiro e conselheiro. Costuma fazer apostas em jogadores talentosos que despontam mundo afora ainda em tenra idade, na faixa dos 13 anos.
O mesmo que Wenger fez com Henry, Bergkamp, Overmars e cia, fez com Walcott, o gênio Fábregas, Arshavin, Wilshere, Rosicky, todos. O tempo passa mas a fórmula de sucesso de Wenger continua a mesma.
Como possui a eterna gratidão e a total confiança da diretoria do Arsenal e diga-se, a grande aprovação e gratidão também por parte dos torcedores do Clube pela Época de Ouro do Clube, Wenger tem carta branca no Gunner e qualquer pedido, indicação sua é prontamente atendida.
Essa parceria, intimidade com jogadores é o segredo do sucesso primeiro dos garotos, depois do time e consequentemente dele como técnico. Poucos sabem mas Wenger é adorado pelos seus jogadores porque ele faz com que eles se descubram em campo. O Próprio Henry chegou perdido ao Arsenal (colocado como ponta na Juventus da Itália, o jogador não rendia) e graças a Wenger achou sua melhor posição como jogador, aonde ele iria render mais, no ataque, e deu certo. Certo até demais não é?
Brincadeiras à parte é isso o que o técnico rabujento, porém educado, sério, exigente e talentoso Wenger faz.
Wenger conhece cada um dos seus jovens jogadores como a palma de sua mão. Sabe exatamente onde mexer, quem colocar e o que vai acontecer com o time. O time que Wenger comanda passa necessariamente a funcionar sob a ótica de um tabuleiro de xadrez com efeitos ação e reação mais que conhecidos, hoje, não só por ele mas por todo torcedor Gunner.
Fato é que desde a temporada 2004/05, o Arsenal não tem conquistado títulos. Sempre consegue vaga para a Liga dos Campeões terminando entre os quatro primeiros times na Premier League e nada mais que isso. Não consegue ir longe nem em uma nem em outra competição. Isso ocorre porque nos últimos anos as apostas (jogadores), têm demorado demais para tornar o time novamente sólido e competitivo, a política de longo prazo de Wenger. Se Arsène estivesse treinando um time brasileiro com certeza, nem toda gratidão que os torcedores e a diretoria têm por ele o manteriam no cargo. Contudo, na Inglaterra, por mais que os torcedores Gunners sejam fanáticos, o respeito está acima dos títulos e o genial treinador possui contrato com o Arsenal até 2014 quando completará 18 anos de Clube, algo inimaginável para nós brasileiros, sejamos francos. Mal aguentamos 4, 6 anos no máximo um treinador em nosso Clube, imaginem 18 anos, uma vida. É o que acontecerá com o Arsenal sem sombra nenhuma de dúvida.
Este ano o Arsenal se mostrou finalmente competitivo, sólido, muito por causa da presença do genial espanhol Cèsc Fábregas que além do extraordinário talento, exerce uma liderança única sobre os demais jogadores. Wenger tornou Fábregas não apenas um excelente jogador dando-lhe respaldo técnico para isso mas tb um líder moral e isso é nítido. Uma coisa é o Arsenal com Fábregas e outra coisa sem ele.
Cèsc só ficou mais este ano no Arsenal por causa de Wenger, de sua gratidão ao técnico que lhe descobriu e o ajudou a usar seu talento da forma correta. Ano que vem, provavelmente, Fábregas irá para o Barcelona que foi base da Seleção Espanhola campeã da Copa do Mundo em 2010. Wenger transferiu a Fábregas o seu dom de ser líder dentro e fora de campo e os resultados estão vindo.
Na história recente do Arsenal, o Clube nunca esteve tão perto de conquistar mais uma Premier e esta pode ser a última alegria dada por Fábregas aos torcedores Gunners antes de ele seguir o exemplo dos demais meninos de Wenger, saíram do Arsenal e irem brilhar em outros Clubes.
Mesmo que até 2014, quando Wenger completará 18 anos de Arsenal e os títulos não venham, Arsenal continua sendo o time de futebol mais bonito da Inglaterra, dos mais belos do mundo e nada vai apagar a trajetória brilhante e de muito sucesso de do francês cujo nome combina com aquele que ele mesmo diz ser "O Clube da minha vida" .
Arsène e Arsenal é sem dúvida nenhuma a história mais brilhante e bem sucedida que eu já vi no futebol. Alguém duvida que esta parceria ainda nos dará grandes frutos? Eu não.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
♫ ♪ Vestiu Rubro-Negro, Não Tem Para Ninguém ♫ ♪
Escrito por: Patrícia Castelan
15 de novembro, Dia da Proclamação da República, certo? Para a menor parte dos brasileiros sim porque para a Nação Rubro-Negra dia 15 de Novembro é feriado por causa do aniversário do Flamengo.
15 de novembro, Dia da Proclamação da República, certo? Para a menor parte dos brasileiros sim porque para a Nação Rubro-Negra dia 15 de Novembro é feriado por causa do aniversário do Flamengo.
Neste atribulado ano de 2010 para nós, rubro-negros, o aniversário este ano teve um significado ainda maior, 115 anos de vida e aquele que eu chamo de o mais difícil período de 365 dias da nossa existência. Mas é de nossa glória eterna que vamos falar agora até porque choro não é coisa de flamenguista!
No dia 15 de novembro de 1889 foi Proclamada a República por Marechal Deodoro da Fonseca e apenas seis anos depois, no dia 17 de novembro de 1895 era formado oficialmente aquele que já nasceu para ser o Mais Querido do Brasil, o Clube de Regatas Flamengo. Contudo, foi de comum acordo dos jovens idealizadores do Clube que o dia ideal para se comemorar o aniversário do Flamengo fosse oficialmente dia 15 de novembro pois todo aniversário do Mengão seria também feriado nacional. Grandes mestres visionários que de forma intuitiva já sabiam que estavam criando naquela noite o maior e mais amado Clube do Brasil e do mundo.
Há pouco tempo utilizado relançado pelo Clube, muitos, que não conhecem a fascinante história do Flamengo, costumam achar feio o seu uniforme número três. Mal sabem eles a magia simbólica e histórica que o manto número três carrega em sí.
Naquela mesma noite do dia 17 ficou estabelecido o primeiro uniforme do Flamengo e suas cores oficiais seriam azul e amarelo ouro dispostas em largas listras horizontais tal como é o uniforme 3 utilizado hoje.
Nesta época as glórias do Clube eram fruto do Remo, campeão absoluto, Rei dos Mares.
O futebol só foi entrar no Flamengo no ano de 1911 com a crise no futebol
do Fluminense.
O capitão do time do Fluminense daquele ano, Alberto Borgeth, remava pelo Flamengo e jogava futebol pelo Fluminense, acabou ficando seriamente frustrado com os demais dirigentes do Clube das Laranjeiras mesmo estando eles à véspera de conquistar o estadual de 1911.
O clima estava tão insuportável que depois da conquista do título carioca de 1911, Borgeth encabeçou um movimento de retirada do Clube pó de Arroz e junto com ele, saíram mais 10 jogadores e o detalhe: todos campeões e os principais nomes do time.
Daí para frente Borgeth e seus heróicos amigos encabeçaram uma briga dentro do Clube de Regatas Flamengo que tinha muitos de seus sócios desfavoráveis a criação do time de futebol.
Contudo, não teve como segurar a criação do time de futebol e no dia 24 de dezembro de 1911, o Flamengo criou oficialmente seu time de futebol e com ele viriam as maiores conquistas e maiores glórias do Clube.
2010, 1115 aninhos de vida, alegrias, honras. São tantos trofeús, medalhas, conquistas, tantas glórias infinitas que não cabem na Sala de Troféus e por isso, no último dia 15 o Clube lançou a Pedra Fundamental para construção do Museu do Flamengo, um lugar apropriado para guardar tanta história que conta com um acervo de mais de 10.000 objetos e deverá estar pronto no nosso próximo aniversário, 15 de novembro de 2011 quando o Fla fará 116 anos.
Em contraste com nossas glórias, o Clube tem enfrentado desafios brutais este ano, coisa que só o Mais Querido do Brasil seria mesmo capaz de suportar.
Com uma campanha pífia no Brasileirão, brigamos desesperadamente para nos afastar da zona do rebaixamento. Quem diria que um dia iríamos chegar tão perto?
Ano passado, quando o Flamengo foi Hexa, o mundo reconheceu o time como tendo um 12º jogador em campo. Sabe quem era? Sim, a imensa Nação Rubro-Negra e agora neste momento tão difícil para nós, no último jogo contra o Guarani o Flamengo fez aquilo que nenhuma torcida até então conseguiu fazer: encher o Engenhão. Nem a torcida do Botafogo, tendo o time brigando por vaga na Libertadores foi capaz de tal feito. Mas a Nação jamais abandona o seu amor maior, o Clube de Regatas Flamengo e deu um show.
O time se esforçou e compensou com uma vitória de 2 x 1 sobre o Bugre.
Nesta reta final, como rubro-negra, senti-me na obrigação de falar das nossas glórias e de exaltar o presente como um símbolo da tão venerada Raça sobretudo por parte da fidelissíma
e apaixonada Nação Rubro-Negra.
Termino esse post dizendo a todos os rubro-negros que sim, é hora do 12º jogador mais que nunca, vestir o manto, estar no estádio nestes dois últimos jogos contra o Cruzeiro e contra o Santos e cantar como nossos precursores cantavam: ♫ ♪ "Cobra Coral, Papagaio, Vintém, (todos apelidos do Flamengo mas isso? Isso dá outro post ;) ) Vestiu Rubro-Negro, Não Tem Para Ninguém ♫ ♪
*Como exemplo de amor ao Mais Querido do Brasil, o Mengão♥, o torcedor Henrique Almeida, um dos fundadores da torcida organizada Flamanguaça, fez um vídeo. O pagamento de sua promessa se o Flamengo fosse Hexa ano passado.
O vídeo é inspirador e mostra a paixão deste povo, da Nação Rubro-Negra pelo seu time de futebol.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O Renascimento da Laranja Mecânica do Interior.
Escrito por: Patrícia Castelan
Fruto da junção de dois times, o Almofadinhas e o Barroquinha, a Associação Atlética Internacional de Limeira teve seu nascimento no dia 05 de outubro de 1913.
Como as coisas na Europa já não estavam boas, já havia nesta época muitos imigrantes no interior paulista e por isso o nome Internacional foi inserido ao nome do Clube.
A Família Levy foi a grande patrocinadora do Clube e o impulsionou arrumando o campo, dando melhores condições de jogo e a infra-estrutura de que o Clube necessitava para crescer.
Neste campo aconteceram dois fatos históricos. O primeiro foi que o time ficou invencível por 212 partidas no campo que em homenagem ao seu benfeitor foi chamado de Vila Levy.
O Clube também venceu o Paulistano do craque Friedenreich,
melhor jogador do mundo em 1926, por 2 x 1.
Contudo, sem dúvida nenhuma sua maior conquista em seus primeiros anos de existência foi bater o poderoso Palestra Itália, o Palmeiras no ano de 1986 em um afinal que entrou para história e que significou a conquista do campeonato paulista daquele ano à Inter.
Durante toda sua história, o Clube passou por inúmeros altos e baixos mas isso não o impediu de ser um dos maiores colecionadores de títulos do interior do estado de São Paulo.
Sua história honrosa é composta por:
1961 – Campeão da Série Algodoeira, 2ª Divisão de Profissionais
1962 – Vice-Campeão da Série Dr. João Havelange, 2ª Divisão de Profissionais
1962 – Campeão da Série B – Semi-finais, 2ª Divisão de Profissionais
1966 – Campeão da Segunda Divisão de Profissionais
1976 – Vice-campeão do Torneio Brigadeiro Jerônimo Bastos
1978 – Campeão da Intermediária, garantindo ao Leão, o direito de disputar o Campeonato Paulista da Divisão Especial de Profissionais, hoje Primeira Divisão
1986 – Campeão Paulista de Futebol – O primeiro time fora do Eixo dos Grandes
1986 – Campeão do Grupo “G” do Torneio Paralelo
1988 – Campeã Brasileira da Série Amarela – Grupo Especial
1996 – Campeã Paulista da Série AII – Retorno à Série de Elite
2003 – Campeã Paulista Sub20 – Primeira Divisão
2004 – Campeã Paulista da Série AII – Retorno à Série de Elite
A Inter de Limeira passa por uma nova crise. O Clube está imerso em dívidas, tem inúmeros processos trabalhistas que lhe custou a penhora de sua sede de campo, caiu para a última divisão do paulista mas este ano, o Clube voltou a ter esperanças de reviver seus áureos tempos, conquistando a sua vaga de acesso à Série A3 do campeonato Paulista que é composto pelas séries A1, A2, A3 e B.
Ao lado do Velo Clube, Taboão da Serra, Paulínea e Santacruzense, o Leão da Paulista foi convidado a disputar a Série A2 depois que um dos times desistiu, o Votoraty.
Em especial a má gestão levou o Clube a esta situação de insolvência. O Clube caiu para Série B do paulista e ainda perdeu seu campo. Esses fatores fizeram com que um grupo gestor assumisse o comando do Clube.
Com direção nova, as dívidas da Inter de Limeira que chegavam na casa dos R$ 600,00 foram pouco a pouco sendo sanadas e hoje o Estádio Major Levy Sobrinho tem água, luz, telefone, vestiários novos, todas as condições de voltar a ser o orgulho da cidade.
A folha de pagamento dos jogadores ficou enxuta assim como cada passo que o Clube dá, toda a concepção gerencial mudou e os resultados são visíveis.
Embora o Clube não tenha seu próprio CT, cuida bem dos seus atletas e possui algumas revelações como os jogadores Lucas Lima, Fernando Russi e Cazoni os quais mais tarde o Clube pretende vender para Clubes maiores e usar o dinheiro na quitação das dívidas que ainda são muito grandes.
Como para nós, amantes do futebol, é sempre ruim ver um time que possui uma bela história e de importância relevante no futebol paulista, só nos resta desejar que o Clube obtenha o sucesso esperado e que seu centenário em 2013 venha acompanhado de mais títulos.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O Centenário Coxa Branca! 101 Anos do Coritiba!
Postado por: Patrícia Castelan / @patycastelan
Time de maior torcida do Estado do Paraná, cerca de 0,38% dos brasileiros, entre 600 e 700 mil torcedores, o Coritiba FootBall Club está entre os 22 times de maior torcida do país.
Fundado por jovens alemães imigrantes que se instalaram na capital paranaense no ano de 1909, o Coritiba ganhou seu nome em inglês e suas maiores são o inesquecível Campeonato Brasileiro de 1985, seus 34 campeonatos paranaenses (maior campeão estadual do Paraná) e o Campeonato da Série B do Brasileirão de 2007.
No Ranking da CBF ocupa a 14º posição e na CONMENBOL que é a Confederação de Futebol Sulamericana é o 17º colocado, ambas marcas expressivas para um time de futebol.
Quando Frederico Fritz Essenfelder reuniu jovens para fundar o Coritiba, a maior parte dos moços era alemã ou de descendência européia o que fazia com que todos fossem muito brancos. Negros eram proibidos de vestir a camisa do Coritiba e jogar no time recém-fundado. Essa peculiaridade logo chamou a atenção dos demais habitantes da capital paranense, Curitiba, e fez com que o time ficasse sendo conhecido como Coxa Branca. Até hoje os torcedores do Coritiba são conhecidos como sendo os
torcedores do Coxa Branca.
O Clube que apesar de ter conquistas importantes em sua história, não é muito conhecido no Brasil como um todo, teve sua popularidade elevada no final do campeonato do ano passado mas infelizmente não por um motivo bom como sempre foi.
2009, campeonato brasileiro, última partida, tudo ou nada para o Coritiba que enfrentava o também desesperado, Fluminense do Rio de Janeiro no seu belo estádio, o Couto Pereira.
Enquanto o Flamengo sagra-se campeão Brasileiro do ano de 2009, os fanáticos e apaixonados torcedores do Coxa viam atônitos entre lágrimas seu time empatando com o Fluminense em casa. O jogo termina empatado em 1 x 1 e devido a uma combinação de resultados o Couto Pereira lotadíssimo de torcedores do Coxa vê seu time cair novamente e justo no ano de seu centenário.
Como em toda torcida, existiam vândalos aquele dia também no Couto Pereira e a dor deles se reverteu em violência e acabou marcando a história do Clube em sua pior nota.
Punido pelo STJD com a proibição de jogar no Couto Pereira por 30 jogos pelo Campeonato Brasileiro e multado em R$ 60.000, além claro da dor de ter caído para segundona, o Clube e seus torcedores viveram seus píores dias.
O Coritiba recorreu e conseguiu diminuir sua pena mas sobretudo, o time conseguiu se reerguer, formar novamente um elenco que havia se dissolvido após a queda.
Campeão estadual pela 34º vez em 2010 e hoje, em seu aniversário de 101 anos, a torcida que em dezembro passado chorava, hoje se deleita em ver seu time liderando com folga a Série B do Brasileirão, candidato a mais um título da B e com um futuro promissor na Série A do ano que vem.
E hoje foi realmente o dia do Coxa. Venceu o América do Rio Grande do Norte por 5 x 1 no Couto Pereira pela 28º rodada do Brasileirão Série B e ampliou ainda mais sua vantagem na liderança.
Um belíssimo presente para a apaixonada torcida do Coxa que merece e muito ver seu time brilhando e sendo reconhecido no território nacional como sempre foi, pela sua linda história.
Parabéns ao Coxa pelos seus 101 anos de uma bela história!
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