Por Jeferson Neu - twitter: http://twitter.com/jefersonneu
Localizei este vídeo na internet e trouxe para uma possível discussão.
http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvd dq8
Localizei este vídeo na internet e trouxe para uma possível discussão.
http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvd
“O bolsa família é uma esmola... é demagogias... Tem gente tão imbecil, tão ignorante que ainda fala que o bolsa família é pra deixar as pessoas preguiçosas, porque quem recebe o bolsa família não quer mais trabalhar". (2009)
"Lamentavelmente uma parte da sociedade é conduzida a pensar pelo estômago, é por isso que se distribui tanta cesta básica... Tem como lógica manter a política de dominação que é secular no Brasil" (2000)
Vale o que ele disse em 2000 ou 2009?
"Lamentavelmente uma parte da sociedade é conduzida a pensar pelo estômago, é por isso que se distribui tanta cesta básica
Vale o que ele disse em 2000 ou 2009?
Tudo é uma questão de conveniência. Ainda que a pessoa seja a mesma, o contexto político é diferente. Em 2000, o Brasil era regido por um governo Neoliberal, que realmente deixava a desejar na parte social, agravada por violentíssima concentração de renda. Além disso, Lula ainda não rompido com sua postura esquerdista. No poder, com estilo de pensamento radicalmente diferente, beirando ao Brizolismo, ainda que o governo pense primeiramente nos banqueiros, investidores e poderosos, Lula percebeu que o apoio irrestrito ao assistencialismo, pode-lhe render muitos votos, quer dizer, usando os programas sociais como instrumento de manipulação das massas.
Na verdade, não sou contra (e nem tenho pq. ser contra, já que se está corrigindo uma injustiça histórica e promovendo a justiça social) os programas de transferência de renda, que segundo alguns economistas e tributaristas, são um dos motivos que levam a manutenção da altíssima carga tributária brasileira. Por outro lado, o que se pode questionar é o papel político do Bolsa Família. Temos que lembrar que o Bolsa Família foi decisivo para a reeleição do Presidente Lula, graças à massiva votação que ele recebeu no Nordeste. Verdade seja dita. Nunca em nenhum governo anterior, houve tantas obras naquela região do país, o que é justo e correto, podendo diminuir o abismo econômico que existe entre o Nordeste e o Sul-Sudeste do país, além de propiciar uma melhora futura na qualidade de vida e no desenvolvimento das regiões beneficiadas, além de diminuir a pressão sobre os núcleos populacionais do Sul-Sudeste. Pois com maiores investimentos na região, pode-se diminuir o fluxo migratório para essas regiões, o que seria interessante para as populações e governantes do Centro-Sul, já que diminuiria a pressão sobre o planejamento urbano, o meio ambiente e o próprio orçamento dessas regiões em si.
Na verdade, não sou contra (e nem tenho pq. ser contra, já que se está corrigindo uma injustiça histórica e promovendo a justiça social) os programas de transferência de renda, que segundo alguns economistas e tributaristas, são um dos motivos que levam a manutenção da altíssima carga tributária brasileira. Por outro lado, o que se pode questionar é o papel político do Bolsa Família. Temos que lembrar que o Bolsa Família foi decisivo para a reeleição do Presidente Lula, graças à massiva votação que ele recebeu no Nordeste. Verdade seja dita. Nunca em nenhum governo anterior, houve tantas obras naquela região do país, o que é justo e correto, podendo diminuir o abismo econômico que existe entre o Nordeste e o Sul-Sudeste do país, além de propiciar uma melhora futura na qualidade de vida e no desenvolvimento das regiões beneficiadas, além de diminuir a pressão sobre os núcleos populacionais do Sul-Sudeste. Pois com maiores investimentos na região, pode-se diminuir o fluxo migratório para essas regiões, o que seria interessante para as populações e governantes do Centro-Sul, já que diminuiria a pressão sobre o planejamento urbano, o meio ambiente e o próprio orçamento dessas regiões em si.
No entanto, há a questão do uso político e de influência sobre aquele povo, que iludido com a ideia de ajuda do governo federal deixa de ir à luta. Em reportagem divulgada pelo Jornal Nacional, mostra que 90% das vagas em cursos profissionalizantes oferecidos de graça na Região Metropolitana de BH (junto com vale transporte e alimentação) para quem recebe o bolsa família não são preenchidas... Quem recebe o bolsa família sabe que se conseguir trabalho, irá perder o benefício. Afinal, muitos pensam que é melhor ficar sem fazer nada o dia todo e ganhar para isso, do que obter recursos trabalhando.
Por sua vez, o Governo Federal literalmente "dá o peixe, mas não ensina a pescar", já que praticamente não há contrapartidas para a concessão do benefício. Além disso, há poucos investimentos em programas de frente de trabalho, geração de emprego e principalmente, na educação. Educação é a chave para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de uma nação. Enquanto um país não investir maciçamente na melhoria de seu sistema ensino, o país não irá se desenvolver, e seus habitantes ficarão cada vez mais dependentes do estado e de seu assistencialismo. Esse é o problema do bolsa família, já que, aliado a cultura de comodismo de muitos e a falta de interesse governamental na educação, há um verdadeiro jogo de interesses por trás desse auxílio [..]
Por sua vez, o Governo Federal literalmente "dá o peixe, mas não ensina a pescar", já que praticamente não há contrapartidas para a concessão do benefício. Além disso, há poucos investimentos em programas de frente de trabalho, geração de emprego e principalmente, na educação. Educação é a chave para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de uma nação. Enquanto um país não investir maciçamente na melhoria de seu sistema ensino, o país não irá se desenvolver, e seus habitantes ficarão cada vez mais dependentes do estado e de seu assistencialismo. Esse é o problema do bolsa família, já que, aliado a cultura de comodismo de muitos e a falta de interesse governamental na educação, há um verdadeiro jogo de interesses por trás desse auxílio [..]
Por sua vez, como bem disse o economista Yoshiaki Nakano, da FGV e da FAPESP, "é preciso que os empresários aumentem a geração de emprego e elevem a massa salarial. Além disso, é necessário investimento no aumento da produtividade. O que por sua vez, com o aumento do consumo, irá aumentar o lucro das empresas, transformando-se no círculo virtuoso que vem puxando a economia brasileira nos últimos anos. Para ele é preciso converter, aquilo que era passivo no Brasil, a massa de trabalhadores marginalizados e fazer dela uma massa ativa, incorporá-la na atividade produtiva e fazer parte do mercado de trabalho e lembrar mais uma coisa importante: A chamada classe média, as famílias que ganham de R$ 1.500,00 a R$ 4.500,00, representam 53% da população brasileira, isso significa mais de 90 Milhões de pessoas consumindo. Então nos temos um mercado gigantesco e é esse mercado que temos que fazer crescer e essa é a fonte dinâmica para o Brasil poder voltar a crescer e, se a gente sabe fazer as políticas adequadas, a gente pode crescer por algumas décadas." - Extraído do Jornal da Indústria/SP - Edição de Agosto/2009. Quer dizer, o Brasileiro tem uma disposição para inovação e um mercado consumidor que a China, por exemplo, não tem. Além disso, usando a criatividade e a capacidade de inovar, além de investir em qualidade, agregando valor ao seu produto, e o governo reduzisse a carga tributária, o Brasil teria como competir com a China sim, ainda que leve desvantagem alguns setores por conta das políticas chinesas, especialmente no que se refere à questão monetária. Porém, como incluir essa massa de trabalhadores marginalizados do mercado de trabalho e no consumo, se o governo não investe na educação? Esse é o maior mal do bolsa família, já que o governo prefere dar o alimento (assistencialismo exacerbado), ao invés de ensinar como obtê-lo. Não seria mais interessante promover políticas de inclusão social, com acesso ao mercado de trabalho e elevação dos salários (já que não dá pra manter uma família com R$510,00) e reduzir impostos das empresas, para gerar emprego, do que só dar "esmola"?
Lula é um bom presidente, embora seja omisso em muitas questões, como nas demissões em massa da Embraer, claramente motivadas pelo prejuízo causado nas operações com derivativos cambiais. Além disso, Lula será sempre aplaudido em seus discursos no exterior, já que o Brasil é o melhor pagador do mundo e paraíso dos banqueiros e investidores, já que pagamos um dos maiores juros do mundo, e nunca na história desse país esses grupos lucraram tanto.
O Bolsa Família nos moldes atuais é extremamente pernicioso para a sociedade, porque acabresta os votos, promove a acomodação e adoece o espírito de seus contemplados. É necessário equipá-lo com instrumentos que tornem os benefícios temporários e que introduza contrapartidas dos beneficiários. Manter o povo com doações não resolve. O povo quer emprego e renda. O único jeito de se quebrar esse círculo vicioso é com inclusão social, o que só será obtido através da educação. Como a educação também provoca aumento da consciência política, nada é feito. Quando nossos governantes irão acordar para a realidade?
Monday, February 8, 2010
The Family Grant, by Lula's in 2009 and 2000
By Jeferson Neu - twitter: http://twitter.com/jefersonneu
I spotted this video on the Internet and brought to a possible discussion.
http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvddq8
"The Family Grant is a gift ... demagoguery is ... There are people so stupid, so ignorant that still speaks to the family purse is to let the lazy people, because those who receive the scholarship family no longer wants to work. "(2009)
"Unfortunately a part of society is led to believe by the stomach, which is why so much is distributed basket ... Its logical to continue the policy of domination that is secular in Brazil" (2000)
Worth what he said in 2000 or 2009?
Everything is a matter of convenience. Even if the person is the same, the political context is different. In 2000, Brazil was governed by a neoliberal government, which really was lacking in the social, exacerbated by very violent concentration of wealth. Moreover, Lula has not fallen out with his leftist stance. In power, style of thinking radically different, bordering the coke, although the government to think primarily of bankers, investors, and powerful, Lula realized that the continued support of charity, it can yield many votes, that is, using social programs as a tool of mass manipulation.
In fact, I am not against (and not have pq. Be against, as it is correcting a historical injustice and promoting social justice) programs to transfer income, which according to some economists and tax experts, is one of the reasons that lead to maintaining the highest tax burden in Brazil. On the other hand, what is questionable is the political role of the Family Grant. We must remember that the Family Grant has been instrumental in re-election of President Lula, thanks to the massive vote he received in the Northeast. Truth be told. Never in any previous government, there were many works that region of the country, which is just and right, which may reduce the economic gap that exists between the northeast and south-east of the country, besides providing a better future quality of life and development of the benefit, and also decrease the pressure on settlements across the South-Southeast. For the highest spending in the region, one can decrease the migration to these regions, which would be interesting for the people and rulers of South-Southeast Brazil, as relieve the pressure on urban planning, the environment and the budget itself in these regions itself.
However, there is the question of the political use and influence on those people who deceived with the idea of help from the federal government no longer going to fight. In a report released by the Jornal Nacional (National Journal - Globo TV), shows that 90% of seats in professional courses offered for free in the metropolitan area of Belo Horizonte (along with bus passes and meals) for those receiving the family grant are not met ... Who gets the bag family knows that if he can work, will lose the benefit. After all, many think it is better to do nothing all day and win it, than get resources working.
In turn, the federal government literally "gives the fish, but does not teach to fish", since there are virtually no benefits to granting the benefit. In addition, there are few investments in programs for the labor front, employment generation and especially in education. Education is the key to socioeconomic and cultural development of a nation. As a country does not invest heavily in improving its education system, the country will not develop, and its inhabitants will be increasingly dependent on the state and its welfare. This is the problem of the family purse, since the combined culture of laziness and lack of many of government interest in education, there is a real game of interests behind this aid [..]
In turn, as well as the economist said Yoshiaki Nakano, FGV and FAPESP, "we need the entrepreneurs to increase employment generation and raise the wage. It is also necessary investment in increasing productivity. This in time, and the increase in consumption will increase corporate profits, turning the virtuous circle that is pulling the Brazilian economy in recent years. For it is necessary to convert what was passive in Brazil, the mass of workers and marginalized make it an active body, incorporate it into productive activity and become part of the labor market and remember one more important thing: The so-called middle-class families who earn from R$ 1.500,00 to R$ 4.500,00 (from US$ 790.00 to US$ 2,370.00), representing 53 % of the population, this means more than 90 million people consuming. So we have a gigantic market and that market is that we have to grow and that is the dynamic source for Brazil can grow again and, if we can do appropriate policies, we can grow for several decades. " - Extract from the Industry Journal / SP - August/2009 Edition. That is, the Brazilian has a provision for innovation and a consumer market that China, for example, has not. Furthermore, using creativity and ability to innovate, and invest in quality, adding value to your product, and the government reduced the tax burden, Brazil would compete with China but, although it takes some sectors disadvantage because of policies Chinese, especially as regards the question of money. But how to include that group of marginalized workers in the labor market and consumption, unless the government invests in education? This is the greatest evil of the family purse, as the government prefers to give food (welfare exacerbated), instead of teaching how to get it. Would not it be interesting to promote social inclusion policies, with access to the labor market and rising wages (now that you can not keep a family with R$ 510,00 - US$ 280.00 ) and reduce corporate taxes to create jobs, than just give " alms?
Lula is a good president, but is silent on many issues, such as the mass layoffs at Embraer (A Brazilian Plane Manufacturing), clearly motivated by the injury in operations with foreign exchange derivatives. Moreover, Lula will always be applauded in his speeches abroad, since Brazil is the best agency in the world and paradise for bankers and investors, since we pay a higher interest of the world, and never in its history these groups have profited much .
The Family Grant in current patterns is extremely harmful to society, because handle the votes, it promotes accommodation and sickens the spirit of its covered. It is necessary to equip you with tools to make the temporary benefits and to introduce compensating beneficiaries. Keep the people with donations does not solve. People want jobs and income. The only way to break this vicious cycle is through social inclusion, which can only be achieved through education. Since education also causes an increase in political awareness, nothing is done. When will Brazilian Government wake up to reality?

Mesmo entre os Romanos isto já ocorria (Pão e circo). E hoje em dia não se trata de uma ferramenta de um único partido ou mesmo político. Todos antecessores usaram deste método. Mas quem realmente tem a culpa é o povo que se acha esperto. Já viciado nas picaretagens do dia-a-dia (furar fila, não devolver o troco recebido a mais por engano...). Então quando surge uma oportunidade como estas, alguém ainda vai querer se esforçar para trabalhar e mudar de vida?
ResponderExcluirMas será que o Povo esta entidade tão neutra é a responsável? Ou será que problema está no que passamos para nossos filhos? O cerne que criamos ao incentivar a esperteza nas crianças em detrimento do pensamento correto é um erro de cada indivíduo não do "Povo". Se as pessoas que passam por dificuldades, e todo mundo pode passar por elas, depois de recebida a ajuda procurasse melhorar de vida este sistema nefasto de controle político não existiria. E isto depende do Berço de cada um, ou melhor dos Pais de cada um, e pior de nossos atos como Pais. Mas infelizmente uma mudança como esta não vai ocorrer nem nos próximos 100 anos. A boa notícia é que como para todo bom viciado, sempre terão que dar mais, muito mais. E aí as mudanças virão, pois um sistema destes não se sustenta por muito tempo. Os políticos terão que em um dado momento além de Bolsa (isto ou aquilo) dar casa, carro e etc. E isto não é viável com assistencialismo. Então a partir deste momento terão que realmente cumprir seu papel ou sucumbir a algum novo sistema político como ditadura, Monarquia ou até Anarquia.